quinta-feira, maio 29, 2008

Lost

Se há serie que me deixe completamente perdida essa série é, sem dúvida alguma, os perdidos (Lost). Talvez seja por isso que goste tanto de a assistir. Em todos os episódios acontece algo de inesperado.

A premissa base é até bastante simples, já usada bastantes vezes por muitos autores e descrita outras tantas em filme. Pois então qual é a novidade? A novidade está em manter até ao fim um indecifrável número de questões em aberto às quais o público alvo não consegue responder porque não é detentor desse conhecimento. ( Se for a pensar bem, também não é novidade!!)
Anyway, quanto mais sabemos, mais complexa se torna a história e mais possíveis cenários de compreensão se podem criar.

Depois, como em todas as boas histórias, existem os bons, os maus e os assim assim; os bonitos, os feios e os não tão feios; os difíceis, os fáceis e os nem pão nem sopa. Há personagens para todos os gostos, de todos os estratos sociais, com profissões diferentes, crenças diferentes. Se formos a ver, naquela ilha estaria um representante de cada um de nós: o céptico, o racional, o líder, o trapaceiro, o criminoso, o sentimental, o desconfiado, o crente, o alucinado, o normal. É esta variedade que apela às massas e que cria a uma identificação com estas personagens. Para além disso, os flashbacks criam uma base de compreensão que nos leva a perceber minimamente quem são e porque estavam naquele avião.


Para quem gosta de quebra cabeças e de suspense, não pode deixar de a ver.
Já agora qual é a vossa teoria acerca da ilha? Cá para mim, a ilha só existe dentro da cabeça de um dos personagens...é tudo imaginação. Bem, só descobriremos isso no final... Até lá, resta-nos ficar perdidos.

quarta-feira, maio 28, 2008

007


Hoje faz 100 anos que o famoso autor britânico, Ian Flemming, criador do mais famoso espião do mundo, nasceu. Chamem-me sentimental, mas até engraço com o 007. Aquela pose, aquele charme e ,acima de tudo, a inverosimilhança da sua profissão deixam-me, como dizem os ingleses, swept off my feet. Sean Connery apaixonou-me e, desde então, somente Pierce Brosnan esteve à altura. Aquele shaken, but not stirn, fazia as delicias de qualquer fã. Já para não falar no Bond, my name is Bond. James Bond.

Em homenagem ao seu autor, aqui está um vídeo do mais famoso agente do mundo.





domingo, maio 18, 2008

Chegar e partir são dois lados da mesma viagem

Este é um dos versos de um poema de Milton nascimento e que vem a propósito de aquilo que vivi nesta última semana:Nascimento e morte. Sim, andam de mãos dadas e se o nascer não é inevitável a morte sim. Faz-me pensar que a vida devia ser obrigatória, devia ser obrigatório viver e não o contrário. Deviamos nascer, nascer e nascer e não morrer. Morremos todos os dias, mas não nascemos todos os dias...Que grande pena...Fernando Pessoa foi o autor que melhor o disse, que melhor exemplificou esse nascer, um nascer cheio de vidas, de personalidades, de seres...
vivamos pois então, nasçamos....

Bom domingo!


Encontros e despedidas


Mande notícias do mundo de lá
diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
quando quero

Todos os dias é um vai e vem
a vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir
são só dois lados
da mesma viagem
O trem que chega
é o mesmo trem da partida
A hora do encontro
é também despedida
A plataforma dessa estação
é a vida desse meu lugar
é a vida desse meu lugar
é a vida...

Milton nascimento



sexta-feira, maio 02, 2008

Fado da despedida

Há coisas que nunca se esquecem! Momentos pelos quais passamos e que permanecem connosco. Sentimentos, lágrimas que se libertam e uma imensa saudade de um tempo que não existe. O fado da despedida marcou a minha última serenata como um ritual de passagem... e continua a marcar todas as vezes que o ouço. Para todos os que o ouviram, para todos aqueles que gostariam de o ter ouvido, para todos aqueles que já sentiram saudades! Saudades de ti, Coimbra. Saudades de um outro tempo!


Balada da despedida, V ano jurídico, 1988/1989


Sentes que um tempo acabou,
Primavera de flores adormecida.
Qualquer coisa que não volta que voou,
Que foi um rio, um ar na tua vida.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada,
Recordações de um passado,
O bater da velha cabra.

Capas negras de saudade,
No momento da partida.
Segredos desta cidade
Levo comigo para a vida.

Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar
E, no lento cerrar dos olhos teus,
Fica a esperança de um dia aqui voltar.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada,
Recordações de um passado,
O bater da velha cabra.

Capas negras de saudade,
No momento da partida.
Segredos desta cidade
Levo comigo para a vida.