Descobriu-os hoje e foram uma agradável surpresa. A energia, o movimento, o empenho em palco fizeram com que se agigantassem perante mim. Simbiose perfeita entre os belíssimos poemas de Alexandre O' Neil, José Régio e David Mourão Ferreira e as vozes de Sónia Tavares, Fernando Ribeiro e Paulo Praça. Mostraram a intemporalidade de algumas canções, bem como a versatilidade das composições. Esta foi uma das minhas favoritas. Enjoy.
domingo, setembro 13, 2009
sexta-feira, setembro 11, 2009
Flash Mob
Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público, para realizar determinada acção inusitada, previamente combinada, após o que, as pessoas se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou dos meios de comunicação social. (in wikipedia)
Foi precisamente isso que aconteceu, ontem, na abertura da vigésima quarta temporada, de um dos mais famosos talk shows da America- Oprah, tendo como protagonistas milhares de estranhos. A moda tem-se vindo a desenvolver nos últimos anos, com particular relevo para o anúncio da T-mobile realizado no início deste ano e que, de alguma forma, iniciou este tipo de Flas mobs ligados à dança.
Quando resolverem fazer alguma coisinha, por cá, digam... Sou a primeira a inscrever-me na lista. Até lá, vou continuar a apreciar e a achar espectacular vídeos deste tipo. Enjoy.
Foi precisamente isso que aconteceu, ontem, na abertura da vigésima quarta temporada, de um dos mais famosos talk shows da America- Oprah, tendo como protagonistas milhares de estranhos. A moda tem-se vindo a desenvolver nos últimos anos, com particular relevo para o anúncio da T-mobile realizado no início deste ano e que, de alguma forma, iniciou este tipo de Flas mobs ligados à dança.
Quando resolverem fazer alguma coisinha, por cá, digam... Sou a primeira a inscrever-me na lista. Até lá, vou continuar a apreciar e a achar espectacular vídeos deste tipo. Enjoy.
quarta-feira, setembro 09, 2009
Declarações de amor

"Aprende a estacionar" foi a declaração de amor deixada no meu para brisas, hoje de manhã. Engraçado, que só reparei no papel quando este já esvoaçava no ar ao ritmo da condução. Teve o cuidado de o colocar para baixo, virado para dentro. Penso, que teria medo que alguém visse o que escreveu, ou então estava mesmo muito cioso que eu não perdesse a sua leitura. Verdade, seja dita chamou-me a atenção precisamente por essa razão. Pela letra, pareceu-me que quem o escreveu teria sido uma mulher, mas há sempre a hipótese de o autor das palavras ser um homem, letra feita à máquina é sempre uma incógnita. Curioso o quanto estas pequeninas letras me fizeram sorrir. Nunca ninguém me deixou um bilhete, nunca encontrei o que quer que fosse dentro de um livro da biblioteca, nem sequer um papel no chão e , hoje, devido a um descuido, lapso finalmente aconteceu. Apesar de nem sempre o conteúdo da mensagem ter importância,há pessoas que o valorizam. Há qualquer coisa de apelativo na mensagem escrita e encontrada por acaso. Aqui, muitos mais podem ser encontrados, partilhados, escrutinados. O meu, enquanto não criam o equivalente site em português, vai ficar guardado, como uma declaração de amor, lembrança futura de que não devo ocupar dois lugares quando posso ocupar um.
Declaração de amor (versão II)
Aqui está a segunda versão de um acontecimento muito particular que me aconteceu noutro dia. Guardei esta versão como rascunho e postei a politicamente correcta. Neste momento, achei por bem, que não faria mal nenhum ter as duas aqui. Afinal, o blog é meu e faço o que bem me apetece. No final, podem chamar-me esquizofrénica que eu não me importo. Há lugares para todos na blogosfera, mesmo para os doidos.
Há determinadas frases que ficam guardadas para sempre na nossa memória. Frases significativas, ditas com fervor e cheias de outras intenções que nos inundam a alma como quem não quer a coisa e que persistem no nosso imaginário. Aquela frase que nem sequer consegues articular porque te dá uma imensa vontade de chorar, quiçá saudades até. Hoje, alguém, por sinal, proferiu-a e, agora, é minha para sempre. Nunca mais me vou conseguir despegar da doçura daquele papel ao vento, no meu para brisas.Qual declaração de amor, poema agitado pela leve brisa que me encheu o peito e me fez proferir a seguinte frase: seu f...da..P. F...de...te. Afinal, convenhamos não há nada mais bonito que chegar ao carro e termos um bilhetinho de amor colado ao vidro, ainda para mais quando tem um ponto de exclamação. Só por causa deste belo estacionamento, vou-te deixar um bilhetinho também. Que tal: "Aprende a não estacionar ao meu lado, idiota".
...
...
...
Há determinadas frases que ficam guardadas para sempre na nossa memória. Frases significativas, ditas com fervor e cheias de outras intenções que nos inundam a alma como quem não quer a coisa e que persistem no nosso imaginário. Aquela frase que nem sequer consegues articular porque te dá uma imensa vontade de chorar, quiçá saudades até. Hoje, alguém, por sinal, proferiu-a e, agora, é minha para sempre. Nunca mais me vou conseguir despegar da doçura daquele papel ao vento, no meu para brisas.Qual declaração de amor, poema agitado pela leve brisa que me encheu o peito e me fez proferir a seguinte frase: seu f...da..P. F...de...te. Afinal, convenhamos não há nada mais bonito que chegar ao carro e termos um bilhetinho de amor colado ao vidro, ainda para mais quando tem um ponto de exclamação. Só por causa deste belo estacionamento, vou-te deixar um bilhetinho também. Que tal: "Aprende a não estacionar ao meu lado, idiota".
Lidar com feras
Há medida que o tempo passa, vejo que me estou a transformar numa pessoa menos inteligente sob o ponto de vista humano. Ganhava muito se aprendesse a ler melhor as pessoas e a adaptar-me à situação que se me apresenta. Hoje, foi um dia para lidar com feras, quando na realidade poderia ter lidado com cordeiros. Lição aprendida.
terça-feira, setembro 08, 2009


Nuno Júdice consegue ser transparente de uma forma poética. Talvez, por isso, goste tanto da sua poesia. Vai ao cerne da questão, mas tão subtilmente que te apanha de surpresa. Para quem não conhece, aqui ficam dois dos seus muitos e extraordinários poemas:
Plano
Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.
Nunca são as coisas mais simples que aparecem
quando as esperamos. O que é mais simples,
como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se
encontra no curso previsível da vida. Porém, se
nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos
nos empurrou para fora do caminho habitual,
então as coisas são outras. Nada do que se espera
transforma o que somos se não for isso:
um desvio no olhar; ou a mão que se demora
no teu ombro, forçando uma aproximação
dos lábios.
segunda-feira, setembro 07, 2009
Little Shadow
Warning to the wise: nunca, mas nunca subestimem ninguém. Há um mundo inteiro dentro de nós, porque não haveria de existir esse mundo noutras pessoas... In the shadow....within the shadow, beneath the shadow.... haverá sempre alguém, resta-nos decobrir quem.Little shadow.
Patience, shadow. While you're sick, there's no sight to see.
To the night, will you follow me?
Pardon, shadow, hold on tight to your darkened key.
Little shadow, little shadow.
To the night, will you follow me?
Closer, shadow, volume strikes, still we're cut free
of this song, little shadow
To the night, will you follow me?
Hey, shadow, stars, break of dawn, take a turn for stars, to my fantasy
Little shadow, to the night, will you follow me?
Little shadow, to the night, will you follow me?
Yeah, yeah, yeahs.
domingo, setembro 06, 2009
Do lado de fora
Hoje, apercebi-me que nunca conseguirei pertencer a um grupo porque nunca fiz parte de um verdadeiro grupo. Essa realidade choca-me. O olhar de fora para dentro mostra-me que, mesmo que me esforçasse, nunca conseguiria ter aquilo que, hoje, presenciei entre um grupo de amigos: cumplicidade. Parece-me radical dizer que nunca terei isso, mas a verdade é que essa é a sensação que tenho. Toda a minha vida me senti à parte. Na adolescência, queria muito pertencer a algo,mas não tinha a coragem para dar esse passo, refugiando-me em lugares comum. Mais tarde,na faculdade, senti que me podia sentir pertencente a algo, mas foi tão esporádico que se evaporou quando terminámos o curso. Agora, sinto um vazio enorme. Não pertenço a nada, nem a ninguém. A única pessoa responsável sou eu e terei de viver com as minhas opções. No entanto, só agora me apercebo o quanto essas escolhas me custaram. Só agora, olhando para trás e vendo aquilo que sou, me apercebo o que deveria ter sido e não sou. Do lado de fora, olho para dentro e apercebo-me da ironia de sempre ter descartado tudo com "eu não preciso, ou não quero, ou consigo melhor...A verdade é que este lado de fora é muito solitário, muito triste e muito insalubre. A verdade é que daria tudo para ter aquilo que hoje vi naquele grupo, mas não tenho. Estou do lado de fora, mas gostaria de estar do lado de dentro. A cumplicidade também se constrói,constrói-se baseada em experiências vividas, mas se não as viveste, nunca as poderás partilhar. Um dia, sonhei que tudo era possível, hoje resta-me este lado: incolor, indolor, sem sabor. Resta-me este lado. Resta-me o lado de fora.
sábado, setembro 05, 2009
Insónias ou a definição de como se consegue ficar doida em 3 tempos
Sim, o que é que se faz quando não se consegue dormir? Resposta óbvia: não se dorme. Pois bem, hoje estou assim. Não durmo. Poderia elencar aqui uma série de razões, sendo que a que mais se destaca é não ter sono. Não tenho sono: A) porque comi antes de me deitar? B) não comi antes de me deitar C) tenho muito em que pensar D) tenho muito em que pensar, mas não penso no que tenho que pensar E) estou eléctrica, não consigo parar quieta F) estou tão cansada que não consigo dormir. Dentro destas podem escolher todas. No meu caso,são todas prováveis. Se amanhã não tivesse que acordar cedo para ir a mais um casamento, não estaria preocupada, mas sendo essa a realidade, amanhã poderão chamar-me carinhosamente de olheiras FUNDAS. Escrever também não me está a ajudar muito. Continuo cansada, mas ainda sem sono. Alguém?? Super-homem, onde estás quando uma donzela em apuros precisa de ti? Ok, o super-homem não ajudaria de muito,logo acho que vou recorrer ao velho leitinho. ( para as mentes perversas, não, não me refiro a nada humano, mas sim ao lacticinio) Depois de ter tentado em vão fazer uma piada porca, acho que vou recolher-me em diálogo comigo mesma. Até depois.
quinta-feira, setembro 03, 2009
quarta-feira, setembro 02, 2009
O céu, a Terra, o vento sossegado
Quando penso em poesia este é um dos poemas de que me lembro. Simplesmente brilhante. Digam o que disserem, pense-se o que se pensar ele é, sem dúvida alguma, todo ele poesia. Intemporal, transversal, universal.
O céu, a terra, o vento sossegado
O céu, a terra, o vento sossegado...
As ondas, que se estendem pela areia...
Os peixes, que no mar o sono enfreia...
O nocturno silêncio repousado...
O pescador Aónio, que, deitado
Onde co vento a água se meneia,
Chorando, o nome amado em vão nomeia,
Que não pode ser mais que nomeado:
- Ondas – dezia – antes que Amor me mate,
Tornai-me a minha Ninfa, que tão cedo
Me fizestes à morte estar sujeita.
Ninguém lhe fala; o mar de longe bate;
Move-se brandamente o arvoredo;
Leva-lhe o vento a voz, que ao vento deita.
Luis Vaz de Camões
O céu, a terra, o vento sossegado
O céu, a terra, o vento sossegado...
As ondas, que se estendem pela areia...
Os peixes, que no mar o sono enfreia...
O nocturno silêncio repousado...
O pescador Aónio, que, deitado
Onde co vento a água se meneia,
Chorando, o nome amado em vão nomeia,
Que não pode ser mais que nomeado:
- Ondas – dezia – antes que Amor me mate,
Tornai-me a minha Ninfa, que tão cedo
Me fizestes à morte estar sujeita.
Ninguém lhe fala; o mar de longe bate;
Move-se brandamente o arvoredo;
Leva-lhe o vento a voz, que ao vento deita.
Luis Vaz de Camões
quarta-feira, agosto 26, 2009
Estou viciada. Sinto-me torpe, como se tivessem injectado mil drogas em mim. Sinto-me girar sobre mim. Sinto-me a levitar. Sinto-me como uma nuvem que é arrastada pelo vento, com uma leveza indisfarçável. Leve, breve, suave..um canto de ave... Leve, breve, suave...
Não sou um pescador, mas tenho a intenção de viajar no mar...Leva-me contigo Aónio, aonde nenhum homem jamais foi. Leve, breve, suave...
O mundo parou.
Não sou um pescador, mas tenho a intenção de viajar no mar...Leva-me contigo Aónio, aonde nenhum homem jamais foi. Leve, breve, suave...
O mundo parou.
A ordem em que se escreve
Escrever só por escrever...
Escrever só porque posso,
Escrever porque sim,
Escrever porque sinto o bater das teclas,
Escrever porque me mantém viva
Escrever...escrever...escrever. Não escrever.
Escrever só porque posso,
Escrever porque sim,
Escrever porque sinto o bater das teclas,
Escrever porque me mantém viva
Escrever...escrever...escrever. Não escrever.
O medo
Os medos...engraçado como uma gralha pode mudar o rumo de uma escrita. Onde se lê medos, leia-se dedos...Os dedos que escrevem os medos. Os medos que passam entre os dedos.
São enormes e estão comigo.
Sinto que estarão sempre comigo.
O meu maior medo é não conseguir escrevê-los.
Medo na ponta do dedo. Poderia ser o nome da minha autobiografia. Rir-se-iam as pessoas se lhes dissesse que não sei escrever.
Disso sim tenho medo.
São enormes e estão comigo.
Sinto que estarão sempre comigo.
O meu maior medo é não conseguir escrevê-los.
Medo na ponta do dedo. Poderia ser o nome da minha autobiografia. Rir-se-iam as pessoas se lhes dissesse que não sei escrever.
Disso sim tenho medo.
Sair de mim.
Apetece-me sair. Apetece-me pensar que saio. Apetece-me dizer que vou sair. Apetece-me escrever que estou a sair. Na realidade, estou a sair. Adeus. Voltarei dentro de segundos.
Casa
A conclusão a que chego depois de tanto tempo ausente é que não há nada como o retorno a casa. Dirijo-me a ela e espero que me receba. Espero que não seja mais uma ilusão e que a casa que avisto seja tão real como o vento que, neste momento, sopra ao meu ouvido. Conseguirei tocá-la? Vou esperar. Quem espera sempre alcança, dizem os poetas populares. Esperar. Estou em casa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
